Nova técnica ultrassônica pode revolucionar o diagnóstico das patologias mamárias

Por Docmedia

26 outubro 2022

O câncer de mama é um dos mais diagnosticados em todo o mundo e representa a segunda maior causa de morte por câncer em mulheres. Embora a triagem diagnóstica feita por meio de mamografias que utilizam raios-x seja relativamente eficiente no encontro das lesões, um subgrupo de pacientes com maior densidade mamária ao raio-x não raro necessitam de avaliação adicional com ultrassonografia mamária.

Buscando melhorar esse panorama, pesquisadores do National Physical Laboratory do Reino Unido anunciaram o desenvolvimento de uma nova e inovadora técnica de imagem mamária. A publicação em IEEE Transactions on Ultrasonics, Ferroelectrics, and Frequency Control conta que o novo método funciona com a irradiação da mama com uma carga de ondas ultrassônicas que atravessam o tecido mamário e são captadas por um sensor especial.

O resultado é a formação de um mapa do tecido mamário, com os diferenciais entre os tecidos sendo construídos a partir da quantidade de ultrassom perdida no trajeto, ou atenuação acústica. A operação do sensor é de natureza térmica com seu sinal de saída sendo ditado pela potência acústica integrada sobre sua superfície.

A característica particularmente nova do sensor está em seu princípio de operação diferencial, que aumenta significativamente sua imunidade a ruídos acústicos e de vibração de fundo. Para a primeira avaliação apresentada no estudo, foram recrutadas 12 mulheres sem histórico de doença e com idades entre 19 e 65 anos.

Com essa primeira demonstração de viabilidade sendo concluída com sucesso, os pesquisadores esperam desenvolver a técnica em dispositivos plenamente adaptados para uso clínico. Como vantagens do método, chamado de Tomografia por Ultrassom da Mama, são citadas a eficiência na diferenciação dos componentes gorduroso e fibroglandular, a simplicidade de aplicação da técnica e um grau de conforto maior que o experimentado com a mamografia por raios-x.

Por todos esses motivos, os autores sugerem que sua técnica tem potencial para ser um método robusto de avaliação do tecido mamário.

Quer saber mais?

Fonte: https://ieeexplore.ieee.org/document/9858341

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