Molécula vegetal se mostra promissora contra o câncer e outras doenças pulmonares

Por Docmedia

17 agosto 2022

O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer em todo o mundo, com cerca de 1.800.000 óbitos por ano. A inflamação crônica das vias aéreas é um fator central para doença pulmonares como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mas também é um fator de risco documentado para o desenvolvimento do câncer de pulmão, especialmente quando relacionada a agentes irritantes contidos na fumaça do cigarro.

A novidade é que um esforço de pesquisa liderado pela Universidade de Tecnologia de Sidney e apoiado pela Universidade Médica Internacional na Malásia e Universidade Qassim na Arábia Saudita descobriu que uma molécula contida em uma planta tem potente atividade in vitro contra o câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC).

O artigo do grupo em Pharmaceutics conta que o foco do trabalho foi a berberina, encontrada em plantas como a bérberis e a goldenseal e utilizada há muito tempo na medicina tradicional chinesa e na medicina ayurvédica. A inspiração para a pesquisa veio de ensaios anteriores mostrando que a berberina mostrou benefícios contra as doenças cardiovasculares e diabetes por meio da exploração de suas propriedades anti-inflamatórias.

Além disso, outro estudo recente mostrou que a berberina inibe o estresse oxidativo e reduzir a inflamação e a senescência celular induzida por componentes da fumaça de cigarro em células pulmonares humanas saudáveis cultivadas. No estudo atual, a equipe utilizou células CPNPC em cultura e as tratou com uma formulação aprimorada de berberina.

Essa preocupação é justificada em função da baixa solubilidade da berberina em água, baixa absorção intestinal e toxicidade em doses mais elevadas. Por esse motivo, o grupo desenvolveu uma nanopartícula cristalina líquida para servir como meio de entrega.

O tratamento resultou em supressão do crescimento das células CPNPC. A berberina reduziu os níveis de mRNA associados e proteínas associadas ao tumor, ativou genes supressores tumorais e inibiu proteínas associadas à migração e proliferação das células tumorais, que formaram a metodologia de mensuração da atividade antitumoral do estudo.

Fonte: https://www.mdpi.com/1999-4923/14/6/1119.

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