Manipulação do receptor do hormônio do crescimento aumenta a expectativa de vida

Por Docmedia

5 dezembro 2022

O hormônio do crescimento (GH) tem caído nas graças de um grupo de profissionais que exercem a medicina voltada para o bem estar. Inicialmente utilizado como auxiliar em processos de emagrecimento por estimular vias metabólicas que favorecem este objetivo, o GH acabou sendo utilizado também por uma suposta capacidade de conter o envelhecimento.

Agora, um interessante estudo de pesquisadores da Universidade de Ohio e do Instituto de Biotecnologia Edison encontrou dados que questionam de forma contundente esse tipo de utilização para o GH. A publicação do grupo na revista Endocrinology conta que a linha do estudo teve início há 25 anos com o desenvolvimento de uma linhagem de camundongos específica para o estudo do envelhecimento saudável.

A característica desses animais é não possuírem em seus corpos o receptor para GH. O resultado disso são animais menores, com maior quantidade de gordura corporal, mas que são metabolicamente saudáveis e vivem até quase os 5 anos de idade, enquanto a média de vida de seus pares com receptor de GH é entre 2 e 2,5 anos.

No estudo atual, a equipe quis aprofundar o conhecimento sobre a ação do GH e, para isso, excluiu a presença do receptor de GH apenas no tecido adiposo. Os animais foram então acompanhados durante todo o seu desenvolvimento, com avaliações do metabolismo, expectativa de vida em ambos os sexos, secreção de citocinas e adipocinas, homeostase da glicose e fragilidade.

Como resultado da manipulação, foi visto que esses animais sem ação do GH no tecido adiposos também desenvolveram maior massa gorda, níveis circulantes reduzidos de insulina, peptídeo C, adiponectina e resistina, além de melhores pontuações de fragilidade.

Quanto à sobrevida, os animais também sobreviveram por mais tempo, mas esse foi significativo apenas em camundongos machos.

Segundo os autores, seus dados aprofundam o conhecimento sobre a atividade do hormônio do crescimento, demonstram que a exclusão de sua ação apenas no tecido adiposo é suficiente para preservar a maioria dos benefícios de sua interrupção no sexo masculino e descredenciam o GH como molécula antienvelhecimento.

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Fonte: https://academic.oup.com/endo/article/163/10/bqac129/6661409?login=false

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