Estudo genético aprofunda o conhecimento sobre as causas da metástase no câncer

Por Docmedia

10 novembro 2022

A grande maioria das mortes por câncer não tem como causa o tumor originário, mas sim a ocorrência de metástases em órgãos distantes. Em função disso, uma parte importante da pesquisa do câncer é dedicada a entender os mecanismos subjacentes à metástase e como interferir neles. Idealmente, se for descoberta uma maneira de simplesmente desligar a metástase, as mortes por câncer seriam reduzidas substancialmente.

Nesse contexto, um novo avanço foi feito por pesquisadores da Universidade Northwestern ao identificarem um importante fator envolvido na promoção da metástase. A publicação em Science Advances conta que o grupo realizou um árduo e meticuloso trabalho de desligamento de genes em células tumorais circulantes (CTCs), que são as condutoras maiores da metástase.

Trabalhando com células e modelos de câncer de próstata, inicialmente a equipe desenvolveu uma técnica inédita para diferenciar as CTCs das demais células sanguíneas e proceder sua coleta. Posteriormente, os pesquisadores utilizaram edição gênica via CRISPR-Cas9 para desligar um a um cada gene do genoma humano e transferir novamente essas células para camundongos.

A partir desta meticulosa triagem, a equipe descobriu que a perda de função do gene SLIT2 era a mais associada à ocorrência de CTCs com capacidade de originarem novos tumores. A descoberta tem ainda mais sentido quando considerado que o gene SLIT2 tem função relacionada à migração celular.

Clinicamente, a descoberta foi que, ao transplantarem para os camundongos células com bloqueio genético de SLIT2, aumentou sensivelmente a quantidade de CTCs circulantes na corrente sanguínea dos animais. Tais resultados sugerem a função de SLIT2 como um importante fator para a progressão da doença e a formação de metástases.

Por outro lado, os autores ressaltam que a descoberta abre espaço também sugere que estratégias que reforcem a função do gene SLIT2 podem representar uma importante força contra formação de metástases e com isso a obtenção de melhores resultados clínicos.

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Fonte: https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abo7792

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