Combinação de quimioterapia e imunoterapia melhora resultados do câncer de pâncreas

A forma mais comum do câncer de pâncreas é o adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC). A doença é notoriamente agressiva e insidiosa, muitas vezes sendo diagnosticada apenas depois de estar avançada ou metastática. A novidade é que um esquema combinado de quimioterapia e imunoterapia mostrou resultados bem melhores do que quando as medicações são utilizadas isoladamente.
Por Docmedia

31 agosto 2022

A forma mais comum do câncer de pâncreas é o adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC). A doença é notoriamente agressiva e insidiosa, muitas vezes sendo diagnosticada apenas depois de estar avançada ou metastática. Essas características resultam em números extremamente pobres em termos de sobrevida, com a taxa em cinco anos sendo de 10% e a maioria dos pacientes falecendo dentro de um ano.

A novidade é que um esquema combinado de quimioterapia e imunoterapia mostrou resultados bem melhores do que quando as medicações são utilizadas isoladamente. O artigo em Nature Medicine narra um estudo de Fase 2 que randomizou 105 portadores de PDAC metastático para receberem nivolumab, um imunterápico anti-PD-1, e/ou sotigalimab, um anticorpo agonista CD40, com o regime de quimiterapia gencitabina/nab-paclitaxel.

O desfecho primário pesquisado foi a sobrevida global de 1 ano (OS), que foi alcançada para nivolumab+quimioterapia (57,7%, P=0,006 em comparação com OS histórico de 1 ano de 35%, n=34), mas não foi encontrado para sotigalimab+quimioterapia (48,1%, P=0,062, n=36) ou sotigalimab+nivolumab+quimioterapia (41,3%, P?= 0,223, n?= 35).

Embora todos os esquemas tenham alcançado sobrevida de 1 ano acima de 35%, apenas o primeiro desses resultados foi estatisticamente significativo, embora em um estudo com um número tão pequeno de pacientes apenas as diferenças mais marcantes eliminarão a barreira da significância estatística.

Os desfechos secundários foram sobrevida livre de progressão, taxa de resposta objetiva, taxa de controle da doença, duração da resposta e segurança. As taxas de eventos adversos relacionados ao tratamento foram semelhantes entre os braços.

Os pesquisadores suspeitam que os resultados relativamente ruins para o regime de duas imunoterapias podem ter resultado de uma ativação excessiva de células T que levou as células a um estado de exaustão.

Por fim, as descobertas da equipe também incluíram a identificação de biomarcadores do sistema imunológico associados a melhores resultados.

Fonte: https://www.nature.com/articles/s41591-022-01829-9

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